• Livro: Memórias de um Sargento de Milícias

quarta-feira, 7 de abril de 2010

o coveiro


O coveiro


Uma tarde de abril suave e pura

Visitava eu somente ao derradeiro

Lar; tinha ido ver a sepultura

De um ente caro, amigo verdadeiro.


Lá encontrei um pálido coveiro

Com a cabeça para o chão pendida;

Eu senti a minh’alma entristecida

E interroguei-o: "Eterno companheiro


Da morte, que matou-te o coração?"

Ele apontou para uma cruz no chão,

Ali jazia o seu amor primeiro!


Depois, tomando a enxada gravemente,

Balbuciou, sorrindo tristemente:

- "Ai! Foi por isso que me fiz coveiro!"


Augusto dos Anjos
Postagem direcionada aos alunos do 3º ano.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Variação geográfica


Diferenças Regionais do Português Brasileiro


1) Tupi Importado


A Amazônia fala de um modo bem diferente do vizinho Nordeste. A razão para isso é que lá quase não houve escravidão de africanos. Predominou a influência do tupi, língua que não era falada pelos índios da região, mas foi importada por jesuítas no processo de evangelização.


2) Minha TchiaNegrito


O litoral nordestino recebeu muitos escravos negros, enquanto o interior encheu-se de índios expulsos da costa pelos portugueses. Isso explica algumas diferenças dialetais. No Recôncavo Baiano, o "t" às vezes é pronunciado como se fosse "tch". É o caso de "tia", que soa como "tchia". Ou de "muito", freqüentemente pronunciado "mutcho'". No interior, predomina o "t" seco, dito com a língua atrás dos dentes.


3) Maternidade


A exploração do ouro levou gente do Brasil todo para Minas no século XVIII. Como toda a mão-de-obra se ocupava da mineração, foi necessário criar rotas de comércio para importar comida. Uma delas ligava a zona do minério com o atual Rio Grande do Sul, onde se criavam mulas, via São Paulo. As mulas, que não se reproduzem, eram constantemente importadas para escoar ouro e trazer alimentos. Também espalharam a língua brasileira pelo centro-sul.


4) Chiado Europeu


Quando a família real portuguesa mudou-se para o Rio, em 1808, fugindo de Napoleão, trouxe 16.000 lusitanos. A cidade tinha 50 mil habitantes. Essa gente toda mudou o jeito de falar carioca. Data daí o chiado no "s", como em "festa", que fica parecendo "feishta". Os portugueses também chiam no "s".


5) Tu e Você


Os tropeiros paulistas entraram no Sul no século XVIII pelo interior, passando por Curitiba. O litoral sulista foi ocupado pelo governo português na mesma época com a transferência de imigrantes das Ilhas Açores. A isso se deve a formação de dois dialetos. Na costa, fala-se "tu", como é comum até hoje em Portugal. No interior de Santa Catarina, adota-se o "você", provavelmente espalhado pelos paulistas.


6) Porrrrta


Até o século passado, a cidade de São Paulo falava o dialeto caipira, característico da região de Piracicaba. A principal marca desse sotaque é o "r" muito puxado. A chegada dos migrantes, que vieram com a industrialização, diluiu esse dialeto e criou um novo sotaque paulistano, fruto da combinação de influências estrangeiras e de outras regiões brasileiras.


Fonte: Super Interessante, abril 2000, p.49

Quando surgiram os sinais de pontuação


Quando surgiram os sinais de pontuação?


A maioria dos sinais de pontuação apareceu na Europa entre os séculos XIV e XVII. Eles nasceram para facilitar a leitura e a compreensão dos textos. O período em que as primeiras vírgulas, pontos de interrogação e dois-pontos surgiram coincide com o momento em que o hábito de ler, praticamente restrito aos monges na Idade Média, crescia com o surgimento da impressão tipográfica. O grande ancestral da pontuação, porém, apareceu bem antes. O ponto já era usado no antigo Egito em textos poéticos e no ensino de crianças na escrita hierática - espécie de letra de forma que simplificava os complexos hieróglifos. À medida que os jovens ficavam mais fluentes na leitura, os pontos eram retirados.
Os usos e funções dos sinais de pontuação também variaram muito ao longo dos séculos. "O ponto, por exemplo, nem sempre marcou a conclusão de uma ‘ideia completa’. Na Idade Média, ele era inserido antes do nome dos heróis ou de personagens importantes da narrativa, por questões de respeito ou apenas enfatização.


Quando surgiu?


Ponto final (.) - 3000 a.C.


Interrogação (?) / Exclamação (!) - Século XIV


Vírgula (,) / Ponto e vírgula (;) - Século XV


Dois-pontos (:) - Século XVI


Aspas ("") - Século XVII

“Quem é você, tão presunçoso, pensa que é para julgar de coisas tão elevadas com a curta visão de que dispõe?” (Dante Alighieri. Divina Comédia). Leitura mais que obrigatória!!!!!!

domingo, 4 de abril de 2010

sexta-feira, 2 de abril de 2010

"PARA O ALTO E AVANTE..." É O CAPETA!!!


Sempre me perguntei o que aconteceria se a DC realmente produzisse uma série onde o Superman(IDIOTA)virasse um vilão de verdade, onde ela ( a DC) se desprendesse de todas as amarras e o fizesse ser pior que o demônio. Não preciso mais, Mark Waid faz isso em Irredeemable. De forma irremediavel e irredimível. Chega de obras que glorificam o mito ( como feito em Supreme, de Alan Moore), chegou a hora da invertermos o conceito ao extremo. E SE O MAIOR HÉROI DO MUNDO SE TRANSFORMASSE NO PIOR VILÃO DO MUNDO? Uma das melhores hqs das últimas décadas.

Leitura "obrigatória".


Admirável Mundo Novo (Brave New World na versão original em língua inglesa) é um livro escrito por Aldous Huxley e publicado em 1932 que narra um hipotético futuro onde as pessoas são pré-condicionadas biologicamente e condicionadas psicologicamente a viverem em harmonia com as leis e regras sociais, dentro de uma sociedade organizada por castas. A sociedade desse "futuro" criado por Huxley não possui a ética religiosa e valores morais que regem a sociedade atual. Qualquer dúvida e insegurança dos cidadãos era dissipada com o consumo da droga sem efeitos colaterais chamada "soma". As crianças têm educação sexual desde os mais tenros anos da vida. O conceito de família também não existe. Na biblioteca do Jureminha existem vários exemplares!!!